AAADEPTO

domingo, 4 de setembro de 2016

Monte do Templo - Descendentes do Rei Davi recorrem à justiça para reaver

Fundação diz haver dois herdeiros legítimos do rei bíblico
Descendentes de Davi recorrem à justiça para reaver Monte do Templo
Uma fundação israelense comandada por judeus que alegam ser descendentes do rei Davi está buscando na justiça o direito ao monte do Templo. Para eles, o local foi comprado pelo monarca sendo, portanto, propriedade privada.

Seu argumento se baseia no relato bíblico de 2 Samuel 24:24-25. O preço na época foram 50 peças de prata, considerado “justo” pelo comprador. Posteriormente, o rei Salomão construiria no local o Templo.

Em 2014, o doutor Boruch Fishman, que acabara de imigrar para Israel, visitou a tumba do profeta Samuel. Lá conheceu Israel Aurbach, um fazendeiro que vivia na região. Discutindo sobre a ligação histórica da Casa de Davi com o Monte do Templo, concluíram que, por não haver relato de que o espaço tenha sido vendido posteriormente, seria propriedade dos herdeiros de Davi.

Fishman fundou uma entidade legal que representaria todos os descendentes do rei Davi. Todos que pudessem provar o laço de sangue teriam direito a herança do famoso monarca.

Batizada de Canfei Nesharim L’Maan Hakahal [Asas de Águia para a Assembleia], a fundação conseguiu comprovar através de registros genealógicos e fontes rabínicas que existem dois herdeiros legítimos do sexo masculino.

Existe um site que explica todo o processo e cujo banco de dados ajuda a investigar a questão da herança.

Baruch Ben Yosef, advogado da Canfei Nesharim explicou ao site Breaking Israel News porque eles tomaram a decisão de apelar para a Justiça. “Surpreendentemente, o Monte do Templo nunca foi registrado pela Autoridade da Terra de Israel”, departamento que cuida dos registros de propriedade.

Na verdade, menos de 10% do território de Israel é de propriedades privadas. Quase a totalidade das terras pertence ao governo, registrado no Fundo Nacional Judaico e na Administração das Terras de Israel.

Como o terreno do Monte do Templo não possui registro, abre-se uma brecha jurídica. “O fato do Monte do Templo hoje em dia estar sob a autoridade do Waqf ou da Jordânia não dá a eles o direito legal à propriedade”, assegura Ben Yosef. Sustenta ainda que o governo de Israel não demonstra interesse em ser o proprietário.

“Uma vez que se configura como propriedade privada, as pessoas que pertencem à linhagem do rei Davi podem fazer uma reivindicação legal”, conclui o advogado.
Disputa histórica e teológica

Ainda não está claro o que aconteceria caso eles ganhassem a causa, uma vez que desde a guerra de 1967 o espaço não é oficialmente parte do território de Israel, sendo administrado pelo reino da Jordânia através da entidade islâmica Waqf.

Desde o final do século VII, quando Israel estava sob domínio dos árabes omídas, o local abriga a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha [Mesquita de Omar], ambas construídas por ordens do califa Abd al-Malik. Segundo a tradição islâmica, o espírito de Maomé visitou o local numa viagem mística.

Desde a fundação do Estado Judeu moderno existe um amplo debate sobre o direito de posse do local. Para os islâmicos, todo o monte é uma grande mesquita e pertence a eles. Os judeus podem entrar no local, mas são proibidos de fazer orações e realizar cerimônias religiosas.

Mais recentemente, a questão passou a ser debatida na ONU, que vem assegurando aos muçulmanos a posse de locais judaicos sagrados.

Rabinos já admitem reconstruir templo junto a mesquita

A proposta não é nova, já foi sugerida e rejeitada outras vezes. Contudo, o impensável pode estar mais perto de se tornar real. O rabino-chefe de Israel, David Lau, afirmou que gostaria de ver o templo judeu reconstruído no Monte do Templo ao lado das mesquitas que estão lá. Segundo ele, não há necessidade de remover os santuários muçulmanos pois “há muito espaço para judeus, cristãos, muçulmanos, todos”.

Ele é um dos principais líderes do judaísmo ashkenazi, uma das ramificações mais influentes. Estima-se que há 10 milhões de ashkenazim em todo o mundo, sendo que 2,8 milhões estão em Israel.

O rabino Lau entende que seria perfeitamente possível o local mais importante no judaísmo ser erguido entre a mesquita de Al Aqsa e a de Omar (Domo da Rocha). O espaço entre os dois santuários islâmico é cerca de 250 metros. O templo que o rei Salomão construiu media 27 metros de comprimento e tinha 9 de largura (1 Reis 6:2).

O temor que os judeus tentassem reconstruir o templo de Salomão alimentou grande parte do terrorismo palestino contra os israelenses nos últimos oito meses. Mesmo assim, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua com sua postura de proibir a oração judaica no local, e ordenou que os membros do Knesset (Parlamento) não subam ao Monte.

Essa ideia pode ter um importante aliado na política. Embora não esteja mais falando abertamente sobre isso desde que assumiu uma cadeira como membros do Knesset, o rabino Yehuda Glick, ligado ao Instituto do Templo, já debateu essa possibilidade com lideranças muçulmanas.

Um dos grandes incentivadores da retomada dos sacrifícios no que será o Terceiro Templo, ano passado ele esteve na Turquia onde se encontrou com Adnan Oktar, apresentador de um programa de TV exibido em todo Oriente Médio. Ele defende uma aliança entre judeus e muçulmanos.

Oktar apoia a reconstrução de um Templo no alto do Monte, mas ao lado das Mesquitas. Afirmou que busca influenciar outros líderes islâmicos para apoiarem a construção desse Templo. Contudo, a afirmação mais surpreendente foi: “vamos ver o Messias, vamos ver o Templo de Salomão, vamos todos juntos orar lá, se Deus quiser”. Com informações de Times of Israel

Novo sumo-sacerdote é escolhido em Israel

29/08/2016 - 21:00
Sinédrio dá passo importante na preparação do Terceiro Templo
Novo sumo-sacerdote é escolhido em Israel
A escolha de um novo sumo-sacerdote foi um importante passo na preparação da construção do Terceiro Templo, em Jerusalém. O escolhido foi o rabino Baruch Kahane, um erudito nas leis relacionadas ao serviço no templo. Ele pertence ao Instituto Berurá Halacha, criado pelo rabino Avraham Isaac HaCohen Kook, e que se concentra na elucidação da lei judaica a partir de suas fontes talmúdicas (Lei Oral) e comentários.

O rabino Kahane tem desempenhado um papel importante em todas as reconstituições dos serviços do Templo já realizadas até hoje. Promovidas pelo Instituto do Templo, as cerimônias servem como uma espécie de “ensaio” para que tudo esteja em ordem após o novo prédio ser erguido.

A escolha do nome de Kahane ficou a cargo do novo Sinédrio. Seu porta-voz, o rabino Hillel Weiss, explicou a necessidade de se escolher um sumo-sacerdote, mesmo que não haja um templo. “Para tomar esta decisão relevante não precisamos de um acontecimento milagroso, como o aparecimento repentino de um templo descendo do céu”, declarou ao Breaking Israel News.

Segundo ele, “o único obstáculo que impede o culto no Templo, hoje, é a questão política [com os muçulmanos]. Se isso mudar, será necessário iniciar imediatamente os serviços religiosos no Templo”. Acrescentou ainda que “é preciso ter alguém preparado para desempenhar a função de sumo-sacerdote, especialmente agora que já temos pessoas capacitadas para isso”, acrescentou Weiss.

De acordo com o Breaking Israel News, o Instituto do Templo está confiante de que, assim que o serviço do Templo receber autorização para recomeçar tudo estará pronto em menos de uma semana. Este ano o Instituto criou um registro dos kohanim [sacerdotes] que irão servir no local. Eles estão se preparando desde março e fizeram reconstituições em todos os feriados, incluindo o sacrifício da Páscoa.

O rabino Yisrael Ariel, fundador e líder do Instituto do Templo também é membro do Sinédrio. Ele diz que a escolha segue um mandamento divino. “Não é uma questão de opinião. Está escrito explicitamente na Torá [Antigo Testamento] e, como qualquer um dos outros mandamentos, temos de seguir. A escolha de um sumo-sacerdote e fazer todas as preparações é algo que independe do fato do Templo não estar em pé agora”.
As preparações para o Terceiro Templo

Os 20 estudiosos do Talmude, que trabalham para o Instituto em tempo integral, elaboraram em detalhes todos os procedimentos seguindo as leis elaboradas cerca de 3.000 anos atrás. O Instituto afirma que já gastou mais de 30 milhões de dólares até o momento.

Para os judeus que estudam as profecias sobre o final dos tempos, a restauração dos sacrifícios rituais em Jerusalém é o início do processo de aparecimento do Messias esperado por eles. Para a maioria dos cristãos que estudam escatologia, o surgimento do Anticristo depende da restauração do templo e dos sacrifícios, segundo a interpretação de Daniel 9:27.

Existe uma divisão de opiniões sobre o Terceiro Templo. Uma corrente teológica defende que ele só será construído durante a Grande Tribulação. Outros acreditam que ele só estará de pé novamente durante o reino milenar de Cristo na Terra. Confira um estudo sobre o Terceiro Templo