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domingo, 6 de abril de 2025

Com um quadro na mão, Donald Trump anunciou a imposição de "tarifas recíprocas" a uma lista de mais de dezenas de países

Uma reação em cadeia abalou os mercados financeiros globais, após Donald Trump revelar o seu agressivo plano de tarifas. As principais bolsas da Europa e dos EUA mergulharam no vermelho. Na Europa, o DAX (Alemanha), o CAC (França), o FTSE (Reino Unido) e o IBEX (Espanha) registaram grandes perdas. A exceção foi o português PSI 20, que escapou à tendência negativa, acabando com uma subida de 0,30 pontos percentuais.

Do outro lado do Atlântico, o cenário foi ainda mais grave. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, por exemplo, deram autênticas quedas. O Nasdaq afundou quase 6%, a maior queda desde março de 2020. Em apenas um dia, as grandes tecnológicas perderam 800 mil milhões de dólares em capitalização bolsista.

Apple, Amazon Nike e Pandora foram algumas das marcas mais penalizadas. Trump afirmou que já esperava esta reação, mas defende as tarifas como uma medida “necessária para restaurar a economia”.

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✍️António Guimarães
 O grande alvo foi a China, mas países como a Índia, Japão e Coreia do Sul não escaparam. Nem mesmo a União Europeia, que vai ver uma taxa alfandegária de 20% para os seus produtos. 

Só que o "dia da libertação", como o presidente dos Estados Unidos apelidou este 2 de abril, arrisca não só acabar com a dependência norte-americana do comércio mundial, mas também arrisca colocar em causa o modelo de comércio global aberto que marcou as últimas décadas.


✍️ João Guerreiro Rodrigues

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